quinta-feira, 5 de maio de 2011

Osama Bin Laden - Sua história acaba aqui ?








Osama Bin Mohammed Bin Awad Bin Laden, nascido a 10 de março de 1957 na Arábia Saudita, filho de um magnata da construção civil foi o fundador e líder da organização terrorista Al-Qaeda, apontada como a responsável pelos ataques de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos. Bin Laden encabeçava a lista das 10 pessoas mais procurados pelo FBI.

Durante a infancia vivia cercado pela criadagem e raramente estava na companhia da mãe , seus irmãos o rejeitavam e seu pai impunha uma educação severa , voltada a formação de homens fortes e determinados. Aos dez anos perdeu o pai e foi obrigado a viver com uma mãe que pouco conhecia.

Em 1970 foi mandado para o Líbano para completar o ensino médio alguns pesquisadores estimam que ele tenha se graduado em engenharia civil, outros afirmam que o curso escolhido por Bin Laden foi administração pública. Outras fontes defendem que o líder da Al-Qaeda deixou a universidade no terceiro ano, após perceber que o seu grande interesse era a religião islâmica.

Durante a juventude, ele ainda realizou trabalhos beneficentes e escreveu poesias. Depois, veio a participar, de forma voluntária, do levante islâmico contra os soviéticos, em 1980, no Afeganistão, organizando e financiando milícias armadas. Neste período, ele teria recebido ajuda de organismos de inteligência americanos, interessados em patrocinar os guerrilheiros no combate contra os soviéticos. Após este período, se estabeleceu no Sudão e iniciou a estruturação da Al-Qaeda.

Em 1973 Bin Laden travou contato com grupos islamitas. Após a invasão soviética do Afeganistão em 1979, viajou para este país para combater os invasores com o apoio da CIA, a Agência Central de Inteligência americana.

Sua organização, a Al-Qaeda (em árabe, "a base"), foi fundada em 1988, um ano antes da retirada soviética do Afeganistão. Em 1989, voltou à Arábia Saudita. Após o estouro da guerra do Golfo em 1991, ele criticou a família real por ter autorizado o desdobramento de soldados americanos em território saudita, o que o fez ser declarado persona non grata no país.

Bin Laden instalou-se então no Sudão, onde os serviços americanos de inteligência o acusaram de financiar campos de treinamento de terroristas. Em 1994, foi definitivamente privado da nacionalidade saudita. Em 1996 o Sudão, submetido à pressões americanas e da ONU, pediu a Bin Laden que fosse embora do país. Ele foi então para o Afeganistão, onde fez funcionar uma dezena de campos de treinamento e lançou apelos contra os Estados Unidos.

A ação mais espetacular atribuída a Bin Laden antes do dia 11 de setembro foi um ataque contra as embaixadas americanas na Tanzânia e no Quênia, no dia 7 de agosto de 1998, que causou 224 mortos e milhares de feridos. Bin Laden também foi acusado de ter ordenado o ataque contra o navio americano "USS Cole" no Iêmen, que fez 17 mortos em outubro de 2000.

Após os ataques de 11 de setembro, que representaram o auge da atividade da Al-Qaeda, Osama Bin Laden se tornou o principal procurado dos Estados Unidos. Seus rastros, todavia, se perderam no sul do Afeganistão e na fronteira com o Paquistão. Das noticias que surgiam sobre ele a única certeza era através de gravações de áudio e vídeo, dispersamente por ele transmitidas ao longo dos anos.


O histórico de Bin Laden à frente da Al-Qaeda, aliado ao status obtido frente ao governo americano, fez dele um símbolo popular do terrorismo em todo o mundo. Analistas estimam que sua morte pode desempenhar um papel fundamental na luta contra o terrorismo, e Obama, em seu pronunciamento que confirmou a morte do líder, afirmou que matar Osama bin Laden era prioridade do governo americano , e que a justiça havia sido feita.

O presidente Barack Obama decidiu não divulgar as fotos do corpo de Osama bin Laden. A declaração foi feita pelo próprio presidente a Steve Kroft, apresentador do programa 60 Minutes do canal de TV CBS. A rede, que teve acesso a uma das imagens, disse que ela mostra o líder do grupo terrorista Al-Qaeda com uma grande ferida na cabeça e com perda de massa encefálica. Na foto, que a Casa Branca qualificou ontem como "truculenta", pode ser visto o ferimento provocado por um dos projéteis que acertaram Bin Laden - neste caso, o que entrou em sua cabeça acima de seu olho esquerdo.Mais cedo, Mike Rogers, presidente do Comitê de Inteligência Interna, disse que o governo não deveria divulgar as fotos sob risco de comprometer o trabalho das tropas americanas no exterior,"a prioridade dos Estados Unidos é garantir a segurança dos americanos" e que as imagens, uma vez liberadas, poderiam se tornar "ícones" que contribuiriam contra cidadãos norte-americanos. Muitos pedem as fotos como única prova definitiva para provar a morte de Bin Laden - muito embora um teste de DNA tenha provado, com 99,9% de certeza, que o terrorista morreu no ataque em Abbottabad. Uma mulher de Bin Laden também o reconheceu.

Muitos acreditam que Bin Laden esteja vivo e tudo não passa de uma jogada política de Obama , uma vez que sua popularidade estava em baixa nos ultimos tempos.

Mas se tais fotos existirem mesmo , os Americanos não conseguirão segurar por muito tempo,foi assim tbm com Sadan Hussein , o video de sua execução foi amplamente divulgado , Depois da internet não existem mais segredos " bem guardados " .

Um porta-voz do Talibã para a região do Waziristão, no Paquistão, disse à BBC que militantes realizarão ataques contra forças de segurança paquistanesas devido ao seu envolvimento na morte de Bin Laden.

Além disso, um porta-voz da rede Haqqani - grupo insurgente que opera no Afeganistão e no Paquistão e é aliado do Talibã - enalteceu o "martírio" de Bin Laden e afirmou que seus militantes redobrarão seus esforços na luta contra os Estados Unidos no Afeganistão.

O correspondente da BBC em Islamabad, Shoaib Hasan, disse que autoridades do setor de segurança no Paquistão estão se preparando para ataques de militantes em represália contra a morte de Bin Laden. Os Estados Unidos fecharam ao público suas embaixadas e consulados no Paquistão.

De acordo com as autoridades dos Estados Unidos, as promessas de vingança por causa da morte de Bin Laden não são uma novidade. Um preso de Guantánamo, Sharif al Masri, apontado como jihadista egípcio e detido no Paquistão em 2004, afirmou que se Bin Laden fosse capturado ou assassinado uma bomba nuclear seria detonada nos Estados Unidos. A ameaça foi feita em setembro de 2008.

Outro preso, Abu Faraj Al Libi, um líbio de 41 anos, considerado um dos presos mais valiosos de Guantánamo, especialista em temas nucleares, químicos e bacteriológicos, também forneceu informações às autoridades norte-americanas, segundo relatos.

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